domingo, 5 de dezembro de 2010

Murilo Rosa almoça com a família no Rio

Delson Silva /.Ag News

Murilo Rosa almoçou com os pais, Odair e Maria Luiza, e o filho, Lucas, 3 anos, em um restaurante da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, neste domingo, 5. A mulher do intérprete do Solano de "Araguaia", a novela das seis da Rede Globo, a modelo Fernanda Tavares, não estava com eles.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Murilo Rosa estrela campanha de calçados


Garoto propaganda dos sapatos da marca "Pegada", Murilo Rosa - que está no ar em "Araguaia" - passou o último final de semana, dias 27 e 28, em Porto Alegre gravando sua participação na campanha de lançamento da nova coleção. Nas cenas, Renata Fan - que é o novo par de Murilo na campanha - dá uma aula de futebol para o ator. 

.Divulgação/.Divulgação

Murilo Rosa e Renata Fan

 

.Divulgação/.Divulgação

Murilo Rosa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Saiba mais sobre o futuro de Murilo Rosa em 2011

Arrasando os corações de todas as mocinhas, Murilo Rosa vem fazendo sucesso como o justo e corajoso Solano, de Araguaia, novela das seis na Rede Globo. Bastante carismático e talentoso, o ator parece já estar acostumado com a fama de bom moço.

Veja o que os astros revelam sobre sua vida através da Projeção Semestral.

- Logo no início do ano, uma oposição entre Netuno e o Sol fará Murilo passar por um momento de ilusão e vulnerabilidade. O melhor que ele poderá fazer é se afastar de tudo que não for verdadeiramente confiável e transparente.

- Outra oposição, desta vez entre Júpiter e Plutão mostrará um Murilo mais rebelde. Mesmo querendo quebrar as regras, qualquer descuido pode se voltar contra a sua verdadeira vontade e acabar prejudicando-o.

- Mas, pelo visto, o ator não é de deixar a peteca cair à toa. Transformações vão acontecer e trazer sabedoria, motivo que mostrará um Murilo mais aberto às surpresas que certamente irão surgir. Culpa de uma oposição entre Urano e Plutão.

- Um trígono entre Netuno e Júpiter marcará uma fase de muito otimismo na vida de Murilo. O ator vai aumentar as esperanças no futuro e aproveitar o momento para expandir seus conhecimentos. Viagens não estarão descartadas.

- Sua vida afetiva passará por uma fase de consolidação graças a uma conjunção entre Saturno e Vênus. Este período também servirá para Murilo reavaliar e refletir sobre as coisas materiais.

- Uma conjunção entre Saturno e o Meio do Céu garantirá ao ator continuar expandindo sua carreira de maneira plena e proveitosa. Vai ser fácil para Murilo progredir, graças ao inevitável reconhecimento da qualidade de seu trabalho como ator.

domingo, 14 de novembro de 2010

Entrevista com Murilo Rosa



Entrevista: Murilo Rosa

"Marcos é um homem de sucesso traumatizado e amargurado. Um homem sem amor, sem fé".

Como você define Marcos?
Marcos é um barril de pólvora. Um homem que nasceu e cresceu em ambiente tranqüilo de muito amor, e aos 10 anos perde o pai. Ele acaba culpando a promessa que fez à Santa para ganhar a chuteira por essa morte trágica e passa a responsabilizar a fé, a santa a religião pelo que aconteceu. Marcos decide que sua vida será diferente da do pai, um homem simples, dedicado à construção da Basílica de Nossa Senhora Aparecida após um milagre que ele desconhece. Marcos se transforma em um homem de sucesso, mas suas conquistas não preenchem o buraco no coração criado pela morte do pai e que nunca cicatrizou. Ele está sempre à beira da explosão, com a ex-mulher, com o filho, abrindo mão de tudo que é mais sensível e amoroso. Este homem de sucesso é um trator, mas carente de pai, carente da mãe de quem se distanciou, carente de filho com quem não consegue se relacionar e sobretudo, carente de fé. É um homem de sucesso traumatizado e amargurado. Um homem sem amor, sem fé.

Qual a dificuldade de interpretar um personagem sempre à beira da exasperação, da explosão?
Tivemos uma preparação muito interessante com a Tizuka que merece o grande nome que tem. Ela tem realmente um talento extraordinário, que compreendeu de forma muito sensível o universo do filme junto com Valéria Braga, preparadora do elenco. E essa sensibilidade foi muito boa para mim, como para todos os integrantes do elenco e criou um excelente clima de trabalho. Para dar credibilidade como pai de um jovem, tive que incorporar o da idade e a sua amargura da situação – adotei um timbre de voz mais grave, dosei a energia, ganhei um bigode e cabelos brancos. O mais difícil foi o controle da energia e do forte temperamento em permanente contenção, mas com alguns momentos explosivos.

E como foi a relação com o elenco, com quem você tem momentos de alta voltagem emocional?
Eu já tinha trabalhado algumas vezes com Bete Mendes, de grande talento e de uma doçura incomparável. Maria Fernanda é uma estrela de primeiríssimo time, que tem uma star quality totalmente merecida. Eu tinha atuado ao lado de Leona Cavalli no teatro, e ela é uma atriz excepcional, cult, super-parceira. Jonatas é um estreante no cinema que exibe seu talento na TV e que vi no musical Hairspray. Sou suspeito para falar, pois trabalhei com pessoas raras, em um entrosamento excepcional. Tenho que ressaltar também o empenho da Yurika Yamasaki na direção de arte e na criação do meu envelhecimento. Sem falar na cumplicidade de Gláucia e Paulo, com quem eu já tinha tido o prazer de trabalhar em Orquestra dos Meninos.

Em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, você foi à Basílica e leu um poema. Você é devoto de Nossa Senhora? Como você define a sua religiosidade?
Sou de família muito católica e embora não seja praticante tenho muita fé. Ao longo da vida desenvolvi uma história pessoal e profissional muito importante com a Santa Aparecida. Além de questões pessoais, desenvolvi uma ligação forte com a religiosidade através de meus trabalhos na TV – A Padroeira, América (em que fazia um devoto de Aparecida) e Caminho das Índias. Pela minha experiência e também da minha família foi muito bom fazer um personagem sem fé, mas que se converte. Seu momento de catarse, em que é abraçado pela Santa e também a missa final foram particularmente emocionantes para mim.

Quais as suas expectativas em relação a Aparecida, o Milagre?
O filme fala de fé, um aspecto fundamental na vida de todas as pessoas. É a fé que provê entusiasmo para você modificar as situações. Ter fé é ter entusiasmo, que é muito diferente de ser otimista, pois o entusiasmo permite que a pessoa encontre energia para alcançar o que deseja. O filme conta uma história de conversão. Muita gente pode se identificar com essa busca de fé e com as transformações que a recuperação da fé provoca. Acredito que pela verdade dos personagens e pela emoção da história, o filme tem todos os elementos para comover o espectador.

Principais trabalhos:
Cinema: Ismael e Adalgisa (média metragem de Malu de Martino - 1998
Olga, de Jayme Monjardim (2004), Orquestra de Meninos (Paulo Thiago, 2008),
Como esquecer (Malu de Martino, 2010)
Televisão: Novelas A padroeira, América, Caminho das Índias, Araguaia.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Murilo grava cena de briga com Thiago Fragoso

A rivalidade entre os galãs de 'Araguaia' está pegando fogo. Nos próximos capítulos, o domador de cavalos Solano (Murilo Rosa) e o empresário Vitor Vilar (Thiago Fragoso) vão sair no tapa pelo amor da veterinária Manuela (Milena Toscano). Mas entre socos e pontapés, salvaram-se todos e ninguém se machucou. "São cenas em que precisamos ter muito cuidado. Porque tem empurrão, soco. Eu jogo o Thiago (Fragoso) na barraca de frutas, caímos muitas vezes, rolamos no chão. É bastante cansativo", enumera Murilo Rosa.

A briga se dá depois de uma armação entre Max Martinez (Lima Duarte), pai de Manuela, e o ex-noivo da moça, Vitor. O fazendeiro simula um encontro 'casual' entre Manuela e Vitor num leilão, em Goiás. Ele arquiteta ainda para que Vitor e a filha embarquem juntos no mesmo avião. Solano fica sabendo da viagem e é instigado por Estela (Cleo Pires) a acreditar que a moça o abandonou. Revoltado, o rapaz acaba se convencendo de que Manuela escolheu o empresário.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desconfiada, Manuela descobre a armação do pai e do ex, e segue para contar a Solano, que não acredita. "Ele (Solano) é um homem muito explosivo. Não tem desenrolo", analisa Murilo.

Thiago Fragoso compara. "O Solano é um cara de briga, já o Vitor é mais pragmático. Num momento de nobreza, ele tenta explicar o que aconteceu porque Manuela fica muito chateada, mas é recebido a pontapés. Aliás, apanhar em cena é uma coisa a que estou acostumado. Já morri apanhando em 'Na Forma da Lei'. Eu acho até divertido", brinca Thiago.

Depois de tantas brigas, o amor vai imperar em 'Araguaia'. Estela vai conseguir arrastar Solano para a cama, apesar de ele se esquivar. "Ele a deseja como mulher, mas se sente culpado por causa do pai. Ainda tem a paixão pela Manuela. Se fosse comigo também diria: 'Não vai rolar'", avisa Murilo.

Outro romance acontecerá entre Vitor e sua ex-futura sogra Amélia (Júlia Lemmertz). "É muito louco, as pessoas no meu Twitter já brincam que vou pegar a sogra. Mas é que depois de um acidente que ele vai sofrer, muitas coisas vão ser repensadas ao longo de seu novo caminho", anuncia.


sábado, 2 de outubro de 2010

Murilo Rosa em "Como esquecer"


Anestesiada pelo humor rasgado do curta-metragem "O bolo", cujo glacê é polvilhado a sensualidade pela atriz Fabiula Nascimento, a Première Brasil reagiu com leveza ao fel circulante pelos planos de "Como esquecer", de Malu de Martino, exibido na noite de quinta-feira no Odeon. Chama-se Murilo Rosa o responsável por manter leve o espírito de uma sala incapaz de dar conta da multidão de espectadores — nestes tempos de Festival do Rio, que falta faz o cine Palácio, estupidamente extinto — dia após dia. Numa história sobre perdas, conduzida pela realizadora de "Mulheres do Brasil" (2006) com extrema competência, Murilo injetou descontração em um enredo assombrado pela dor.

Baseado no livro "Como esquecer — Anotações quase inglesas", de Myriam Campello, o filme de Malu confirma um bom ano para coadjuvantes. No papel do afetadíssimo ator gay Hugo, Murilo amplia uma fila de fortes candidatos ao troféu Redentor nesta categoria, aberta por Juliano Cazarré em "VIPs" e continuada por Luís Miranda em "Trampolim do Forte". No longa-metragem de Malu, Hugo é o melhor amigo da professora de Literatura Inglesa Júlia, bem defendida por Ana Paula Arosio, que arrancou suspiros de deleite da plateia em cenas de nudez.

Na tela, Júlia é engolfada pela tristeza ao ser abandonada por sua namorada. Malu confina todas as ações de sua protagonista a um único tempo narrativo, o presente — um presente de acomodação ao sofrimento e à covardia, tentando fazer de sua casa um bunker. Quando mostra o passado feliz de Júlia, Malu o faz a partir de imagens desfocadas, semelhantes a filmagens em super-8, decretando que a felicidade de ontem resumiu-se a fotos desbotadas, fiel a uma frase do longa: "O tempo não tem fim, mas o tempo é o fim."

Previsto para estrear em 15 de outubro, "Como esquecer" só perde o fôlego quando a estrutura armada por Malu se deixa domar por uma cerebralidade excessiva, quebrada apenas quando Murilo emerge. Mas seu filme joga uma luz sobre o arranjo estético da Première Brasil 2010: há nela forte influência formal do cinema brasileiro dos anos 80, vide o tom neon noir de "Luz nas trevas" e a pornochanchada tardia em "Elvis & Madona". Mais pelo estilo do que pela similaridade temática, o trabalho de Malu evoca "Vera" (1986), de Sérgio Toledo, e "Aqueles dois" (1984), de Sérgio Amon.

Tem dose extra de "Como esquecer" nesta sexta, às 15h, no Pavilhão do Festival do Rio, com direito a debate, e neste sábado, às 17h50m e às 22h10m, no Estação Vivo Gávea.